O que pedir no Second Cup?

O que pedir no Second Cup? O que você quiser, é claro :)

Mas aqui vão dicas dos meus favoritos:

Quase sempre vou nos lattes (diferentemente do que faço no Tim Hortons, cujos lattes são ruins e aguados). Do Second Cup, adoro o hazelnut latte, o caramel corretto e o butter pecan latte. Agora eles estão com o honey vanilla tea latte, que é com chá em vez de café, mas é maravilhoso.

No verão, quase sempre peço o frrrozen hot chocolate ou o mint chocolate chiller.

#ficadica

O que pedir no Harvey's?

No Harvey's, cadeia canadense de fast food, você monta, ou melhor, instrui os atendentes para montar seu hambúrguer. Mas e aí, como fazer isso? Como dizer o nome dessas guarnições todas em inglês? Panic mode on.

Bom, de cara sugiro que você peça um Great Canadian. Aí você vai ter de escolher o que colocar dentro...
onions - cebola
lettuce - alface
tomato - adivinhe! tomate
cucumber - pepino
hot pepper - pimenta
relish - SOS, não sei como dizer em português! Veja aqui. Mas é gostoso ;-)

Aí os molhos... mayo para maionese, mustard, ketchup, barbecue sauce, hot sauce, spicy mesquite sauce. Eu sempre peço mayo.

Fotinhos das guarnições aqui, e dos hambúrgueres aqui.

Como acompanhamento, eles tem fritas e onion rings, e você pode pedir os dois juntos: frings!

Super-recomendo o Harvey's! Bom proveito!

O que pedir no Tim Hortons?

Ok, você recém chegou ao Canadá e precisa, claro, ir ao Tim Hortons. Mas bate aquela insegurança: o que pedir lá? Você não quer ficar atrasando a fila escolhendo nem sabe direito como pedir. Aqui vão algumas dicas para você se sentir à vontade e arrasar no Tim's!

double double - o café mais tradicional deles, com duas porções de creme e duas de açúcar. Você também pode pedir "one cream, two sugar" e variar por aí... os tamanhos são extra small, small, medium, large e extra large.

mocca - meu favorito! Costumo pedir um extra small e às vezes um small.

Eles agora tem lattes. Mas não recomendo. Um mocca, por exemplo, na minha opinião, é muito melhor do que um mocca latte.

chili - adooooro às vezes almoçar chili. É necessário escolher o tipo de pão que acompanha: white bun ou whole wheat bun.

donuts! sim, muitos donuts!!! - experimente o double chocolate ou o honey cruller ou o boston cream. Minhas sugestões.

timbits - donuts pequenininhos e, como tudo no Tim Hortons, baratos! Vale a pena pedir 10, 20 ou 40 timbits. Assorted, assim você experimenta todos. Peça assim, por exemplo: "May I have 20 assorted timbits, please?"

Depois me conte o que achou e como foi sua primeira visita ao Tim's!

Balade à Toronto

Tant qu'il y aura des étoiles sur le bord de la route nous pourrons nous arrêter
Tant qu'il y aura des rivières nous pourrons nous baigner
Et que plus jamais rien ne redoute d'autres destins que celui du doute
Jamais je n'oublierai les étoiles sur la route de Toronto
Et ce jour sur cette plage du lac Ontario


(Jean Leloup, Balade à Toronto)

Mais do prefeito...

Ele agora vai fazer dieta - e uma dieta pública, incentivando a cidade a fazer o mesmo.
Ele bem que precisa de dieta (pesa 330 libras), mas estão dizendo mesmo que é golpe de marketing.


A foto é do Toronto Star.

Ford, o prefeito

Já não tenho postado quase nada, o que significa que tenho deixado de contar e de comentar muita coisa.

Um dos grandes bafafás da semana envolve o prefeito, Rob Ford. Uns comediantes de um programa de TV foram até a casa dele e ele pensou que estivesse sendo atacado (na verdade, ele já foi ameaçado de morte, portanto não sei se é verdade que ele se assustou, mas pode ser). O prefeito então ligou 911 para chamar a polícia.

Agora, alguns dias depois, comenta-se que ele teria dito palavrões ao telefone. A resposta dele?
When I made the 9-1-1 call, I was concerned and upset. I was repeatedly told police were arriving soon. In another call, I expressed frustration with the delay and said that I had to leave to go to City Hall. I did use the "f-word" at some point as I expressed my frustration with the situation. After being attacked in my driveway, I hope I can be excused for saying the f-word. I never called anyone any names. I apologize for expressing my frustration inappropriately.
Eu não gosto do Ford, mas que estão pegando no pé dele ultimamente, isso estão.

Outro comentário do dia são as mudanças nas regras da monarquia, que agora determina que as filhas sejam tratadas da mesma forma que os filhos. Fim da discriminação de gênero. Tem gente que não gostou, que diz que monarquia é tradição e que isso acaba com a tradição. O que eu acho? Tanto faz =)

Também, semana passada, houve uma votação para acabar com as vendas de barbatanas de tubarão em Toronto. As barbatanas são muito consumidas em sopas pelos chineses, mas levam ao tráfico de animais.

Greve dos Correios


Greve dos correios no Canadá. A primeira desde 1997. Aqui e aqui.

Vai ser uma greve rotativa de 24h. Ou seja, hoje é em Winnipeg, amanhã não se sabe a cidade que estará em greve.

Tem gente dizendo que o serviço é uma merda mesmo e ninguém vai sentir falta. E aí, qual o propósito de uma greve que ninguém nota?

As pessoas dizem que quase ninguém usa o correio atualmente, e que tem companhias privadas que podem fazer entregas (tipo: "se eles não querem trabalhar tem quem queira" -- mas, claro, por um preço mais alto!).

Eu não gosto do serviço do correio no Canadá, e acho que o brasileiro também há muito tempo deixou de ser aquele primor que se orgulhava de ser, mas esse povo não sabe o que está falando. Eu me pergunto se, com o tempo, o correio vai deixar de ser considerado um serviço essencial, e ser privatizado. Espero que não, nem aqui nem no Brasil. Correio privatizado me faz pensar em companhias de celular, de TV a cabo... caro e ruim, certo? Se for pra ser ruim, que pelo menos seja barato.

Época de tulipas


As tulipas são as minhas flores prediletas. Adoro vê-las por tudo, nos canteiros das igrejas, da casa, da rua. Agora elas já estão começando a perder as pétalas. Mas não, ninguém arranca, nem rouba, nem estraga. Se isso acontece, é tão pouco que nem faz diferença. E assim todos desfrutamos da beleza.

Niagara Falls

Acabei nem contando que fui pra Niagara Falls num dia destes. Gostei muito do passeio, mas não sei se tenho muita vontade de ir de novo. Não fui em cassino nem em parque de diversões, coisas de que não gosto muito mesmo. O mais lindo é a cor da água, azulona. E a cidade de Niagara on the Lake também é charmosinha. Lembra um pouco a serra gaúcha.

Nas cataratas, uma parte é canadense e a outra, americana. Nas fotos, já não sei mais dizer qual é qual. Obviamente que, pra mim, o lado americano é terra proibida, eu que não tenho visto pra entrar nos Estados Unidos. Quando chego perto da fronteira, acho muito esquisita essa sensação de terra proibida.





Resultado das eleições e Censo 2011

O primeiro ministro continua sendo o mesmo, o Harper, agora com a maioria de 167 assentos no Parlamento. Ignatieff não agradou: perdeu seu espaço em Ottawa e quase matou o Partido Liberal, transformando o NDP, do Layton, na oposição oficial.
O Bloc Québecois, com suas ideias separatistas, também quase desapareceu, e o Partido Verde conquistou uma cadeira no Parlamento.
Não sei quanto tempo vai ficar no ar, mas por enquanto tem mais informações aqui.

Outra coisa que tem rolado por aqui é o Censo 2011. Responder é obrigatório, mas não sei o que acontece se não cumprimos com essa obrigação. O questionário foi curto, online, e a gente ainda tinha de decidir se autorizava a tornar os dados públicos daqui a... 92 anos.
Aqui vai a versão das perguntas em português de Portugal.

Eleições

Em março, o primeiro-ministro convocou eleições federais no Canadá.

O "dia das eleições" é 2 de maio, mas é possível votar antes. É possível votar pelo correio também. O voto não é obrigatório - o que, a meu ver, deixa as pessoas com muito mais vontade de votar. Todos meus amigos canadenses a quem perguntei (seja nascidos aqui ou naturalizados) vão votar.

Trabalhar nas eleições (mesário) também não é obrigatório... e é uma atividade remunerada!

Os candidatos melhor colocados são:

- Stephen Harper (Conservative Party), atual primeiro-ministro;
- Michael Ignatieff (Liberal Party);
- Jack Layton (NDP - New Democratic Party).

Aqui estão eles:


O Harper gosta de brincar de ator... a filmografia dele aparece no IMDb. Ano passado, gravou uma aparição em Murdoch Mysteries. Tem um clip aqui (com uma propaganda do Layton antes...).

Eu não posso votar, mas confesso que simpatizo com o Layton e não gosto do Ignatieff, mas o que ele fala em uma propaganda que tem sido veiculada é bem apropriado, não só para o Canadá: You deserve a lot better for the government you pay for (tradução: você merece muito mais do governo pelo qual você paga). Precisamos sempre nos lembrar disso: somos nós que pagamos pelo nosso governo, com nossos impostos muitas vezes esquecidos no meio de cada produtinho que adquirimos no supermercado.

Morrer congelado?

Uma senhora de 66 anos morreu congelada em Toronto. Ela sofria de Alzheimer e saiu de casa de madrugada, sem casaco, a uma sensação térmica que atingiu os 25 graus negativos. O marido deu por falta da esposa e saiu atrás dela, que só foi encontrada pela manhã. Ela teria gritado por ajuda, mas as pessoas que podiam ter ajudado ficaram com medo e nada fizeram (isso está dando o que falar).

Vomitando no avião


Sim, nojento. Nojentíssimo. Mas vou poupar os detalhes sórdidos (que, na verdade, nem existiram. O mais nojeto desse post é mesmo a palavra vômito).

Como estava viajando com o marido, resolvi abusar e pedir um vinho. Só que eu sou fraca para bebida e a viagem de avião potencializa o álcool. Somado a isso, eu já havia comido mais do que o normal na sala vip (pobre quando vai para a sala vip é brabo!) e comido toda a janta no avião (que estava tão gostosa!). Acordei, lá pelas tantas, com o avião mexendo pra lá e pra cá e minha barriga idem. Resolvi abstrair, como se a dor fosse desaparecer se eu não me preocupasse (às vezes desaparece, né?). O que aconteceu foi que eu desamaiei ou algo assim, e acordei com o marido me pedindo para ter calma. Primeiro eu lembro que via tudo preto e só escutava a voz dele. Depois suei frio e tirei o casaco e o blusão, ficando só de manguinha curta, ainda com calor. Passado o susto, disse que estava bem e voltei a dormir. Minutos mais tarde, chamei o marido: "Me alcança o saquinho do vômito."

E assim foi. O saquinho funciona bem, eu que sempre achava que não. Todos ao redor dormiam e, felizmente, ninguém viu nada: a coisa foi rápida, limpa e silenciosa. Terminada a função, chamamos o comissário, que nos mandou levar a nhaca pro banheiro, tarefa que ficou para o supermarido.

Foi meio traumático, confesso, mas passou. Na minha próxima viagem, o álcool vai ficar de fora, eu vou morrer de fome e de medo. Certas experiências simplesmente não devem se repetir.

Postando de um trem

Adoro andar de trem e acho que muita gente gosta, né? E o que mais dizer quando o trem tem conexão wi-fi grátis e você tem um iPad? Então, são estas coisas que fariam do Brasil um país melhor... não é só o fato de ter iPad ou conexão wireless... é o fato de poder comprar eletrônicos a preços decentes - e, principalmente, de poder usá-los! Poder usá-los nas ruas, nos trens, nas praças, sem medo de assaltos, sem medo de perder a vida por eles. Quem sabe um dia...

Emoções

Pensei que já tivesse postado esse vídeo aqui. Ele é antigo, do inverno passado. É um comercial da Tropicana, que com muita sensibilidade levou o sol aos habitantes de Inuvik. Tipo, Inuvik fica aqui, 68º 18´N, 133º 29´W. Agora, nessa época do ano, já deve estar perto de fazer seus -50°C por lá. Em junho/julho/agosto, eles têm 56 dias em que o sol não se põe; em compensação, no inverno, são 30 dias de pura noite.

Eu fico imaginando a supresa que foi ver o sol no meio dessa escuridão toda...


Em tempo: você sabia que a palavra esquimó, tão fofa, tem sido considerada pejorativa no Canadá? O termo usado agora é inuit, porque eskimo significa comedor de carne crua.

Resultado das eleições - segundo turno


Se dependesse dos brasileiros que votaram em Toronto, o Serra é que seria o novo presidente do Brasil:

Dilma – 467 (29,1%)
Serra – 1.139 (70,92%)

Brancos – 39
Nulos – 51

Total de votos – 1.696
Votos válidos – 1.606

Remembrance day

Ontem foi Remembrance Day, dia de relembrar os veteranos de guerra. Não é um dia como os outros! O correio, por exemplo, fica fechado. E, às 11h, até o transporte público pára, a fim de fazer dois minutos de silêncio. Fiquei emocionada naquele momento, acompanhando pela TV. É forte.

Já desde o início de novembro uma grande parte das pessoas na rua (e na TV também!) usa na lapela uma red poppy, flor-símbolo desse dia:


Os broches de flor são distribuídos em troca de uma doação. Eu, pra variar, não sabia de nada disso e, no primeiro dia que um homem me ofereceu uma poppy, eu recusei. Tô morrendo de vergonha agora, tá? Mas, fazer o quê? Não sabia. Faz parte das furadas de quem não conhece a cultura local.

Por falar em furadas, é impossível escapar delas. Eu sou professora de inglês há bastante tempo, o que não significa que eu saiba dizer tudo e muito menos que conheça os termos usados aqui. Esses dias reservei pela internet uns livros na biblioteca. Eu sei que, no site, a gente "place a hold" para reservar. Mas, sei lá, estava falando com uns colegas e disse "I... ordered a book". Aí soou estranho e perguntei pra eles, que são canadenses, se a gente "order" um livro na biblioteca. Primeiro eles ficaram meio que pensando, e uma delas disse: "É, acho que pode ser order sim". Comentei: "Mas order dá a impressão que a gente quer comprar, não?" Hmmm.... outra delas disse: "Reserve. You reserve a book." Reserve? Oh, my! Tão igual ao português, quem diria.

Cheguei então na biblioteca. Era a primeira vez que ia naquela biblioteca para retirar livros, portanto não sabia onde ficavam as reservas - elas geralmente ficam em uma prateleira a que todo mundo tem acesso, aí a gente mesmo procura o(s) livro(s) que pediu, pelo número do nosso cartão. Eu disse para a atendente: "I reserved a book..." Ela me olhou com uma cara de ponto de interrogação e disse: "You placed a hold?" Siiiim, isso mesmo!! Como eu podia ter esquecido! É place a hold! Essa nem os canadenses acertaram, vai entender...

Eleições em Toronto

Esta semana acabaram as eleições municipais, e o novo prefeito de Toronto, que assume em dezembro, é Rob Ford. Ele é gordinho, e num debate teve de lidar com uma insinuação embaraçosa vinda de um médico na plateia: devido ao peso, não estaria com a saúde em dia para assumir o cargo. Não lembro o que ele respondeu, mas a explicação deve estar em algum lugar aí no Google.


Sai Miller, entra Ford na prefeitura de TO.

Eleições no Brasil

Acabo de encontrar, aqui pela internet, o seguintes números:

Resultado da eleição no Consulado do Brasil em Toronto:
Serra – 800 votos (49%)
Dilma – 415 votos (26%)
Marina – 390 votos (24%)
Plínio – 10 votos (1%)
Outros – 11 votos (0% cada)
Eleitores: 1724 – Ausentes: 1626

Quase metade dos eleitores faltou, mas eu estava lá. Acordei cedo numa manhã fria e quase consegui chegar às 8h. Não sabia como era esse negócio de votar no exterior. Pensei, claro, que haveria fila e confusão.

Só esqueci que o metrô começa a funcionar às 9h nos domingos.

Mas, mesmo não chegando às 8h, levei 1ou 2min para transitar pelos elevadores, dois segundos para votar, cinco para assinar o nome, 30 para conversar sobre a cor escura do meu cabelo em contraste com a foto que aparece no passaporte. Sem fila, sem confusão, com funcionários sorridentes e uns malas da Globo querendo fazer boca-de-urna na porta do Consulado.

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Adendo: perdeu a eleição? Não foi votar? Informações no Consulado-Geral do Brasil em Toronto:

77 Bloor Street West, Suite 1109, Toronto, Ontario, Canada M5S 1M2
Phone: 416.922.2503 Fax: 416.922.1832 e-mail: info@consbrastoronto.org

Eles não mordem e respondem os e-mails com eficiência.

Atualizando

Passou um tempo e eu andei fazendo algumas coisas: tive a prática do curso que fiz em junho/julho, acompanhei os pedreiros que trocaram os azulejos do banheiro aqui, encontrei com várias amigas, passeei com o meu amor, peguei meu título de eleitor, mandei traduzir a carteira de motorista. Tudo no maior calor, porque o verão daqui nos presenteou com vários dias cuja sensação térmica superava os 40 graus.

Ontem fomos ao Brazilian Day Canada 2010. Antes de sair de casa, já disse: "É a primeira e última vez, só para eu ver como é." De fato, achei uma m. Acho que eu talvez gostaria se fosse um adolescente em intercâmbio, daqueles que adora um carnavalzinho e não perde uma festa. Para começar, o show era da Ivete Sangalo. Todo mundo sabe que eu odeio a Ivete Sangalo (por isso, não fiquei até a hora do show).


Para mim, o Brazilian Day, que prometia ser um Carnaval com venda até de abadá (yes! They called it abadá and charged a loooot for them!), parecia mesmo era o Domingão do Faustão. Tocaram Bonde do Tigrão, fizeram concurso para ver quem rebolava melhor, essas coisas que me fazem pensar que a Globo realmente não tem noção. Eu achava que os programas deles eram feitos para a classe C e tinham como objetivo manter o povo na ignorância. Como não faz muito sentido seguir essa linha aqui no exterior, agora acho que a Globo realmente não sabe fazer nada melhor. Não foi à toa que nenhum, nenhum jornal daqui ou canal de TV que eu tenha visto noticiou coisa alguma sobre esse festival.

Notícia do feriado


A notícia do feriado, aqui, foi o fogo que destruiu o prédio da Canada Computers, uma das minhas lojas preferidas para comprar artigos de informática (alternativa às maiores, como Future Shop).

O pior é que muitos estudantes que iriam morar no prédio tinham acabado de se mudar para lá e levar suas coisas. Além da destruição, que precisou de 20 caminhões e 100 bombeiros, o primeiro andar desabou e comprometeu a estrutura do local. Ouvi falar que, na Canada Computers, o prejuízo foi de 100 mil dólares em mercadorias.

Mortes no trânsito: uma comparação sem escala


Hoje é feriado no Brasil. O feriadão ainda não terminou. Só no meu Estado, foram 18 mortes registradas no trânsito até agora.

Ontem foi feriado no Canadá. O feriadão já terminou e, com ele, as férias escolares de verão. Em todo o país, o total foi de 6 mortes. Em todo o país.

Uniflores: não, não, e não!


Eu já falei aqui do serviço da Uniflores? Não lembro e nem vou procurar lembrar, porque afinal de contas eu quero é me esquecer da existência dessa floricultura.

* Eles anunciaram um valor na promoção e cobraram outro.
* As flores entregues foram diferentes (cor diferente, arranjo mais simples) das que eu escolhi, e olha que paguei bem caro em comparação com outras floriculturas na minha cidade.

Portanto, para você que está no exterior e quer um serviço de qualidade, a Uniflores já deixou de ser uma opção, na minha opinião - e eu não sou a única a pensar assim, basta ler aqui.

Hoje eles me mandaram um e-mail avisando da promoção do Dia do Pais. Que vão catar coquinhos! Quando eu escrevi para reclamar, ninguém respondeu. Aquele e-mail de atendimento só serve para vender e fazer propaganda. Na hora de realmente atender ao consumidor, ninguém se responsabiliza.

Uniflores, nota ZERO.

Interrupções



Sabe aquelas conversas animadas que a gente tem no Brasil, em que todo mundo fala ao mesmo tempo? Você e suas amigas vão a uma festa. No dia seguinte, cada uma quer comentar uma coisa: uma começa a falar, a outra se lembra de um detalhe relacionado àquilo e emenda uma história sem que a outra termine... o caos, mas divertidíssimo! Parte da minha família é italiana e, como gringo "nem" gosta de falar (imagine...), quem tem a voz mais alta acaba ganhando a preferência na hora do almoço. Tem uma amiga da minha mãe, então, cujas histórias eu nunca fico sabendo por inteiro. Quando as duas se encontram, a interação é tão ativa, que no calor dos acontecimentos o que menos importa é concluir um assunto.

Pois no Canadá não tem nada disso. Quando eu digo que não tem nada disso não é porque as pessoas não interajam ou não se divirtam, nem que fiquem quietas na hora do almoço. É que elas são realmente paranoicas (com acento ou sem?) com esse negócio de interromper o outro. Isso é considerado uma grande falta de educação (e, cá entre nós, É uma falta de educação). Eu mesma estou tão acostumada com o jeito brasileiro (ia escrever jeitinho, mas jeitinho brasileiro é outra coisa, e com essa eu não me acostumo nunca!), bom, estou tão acostumada com os bate-papos no Brasil, que tenho de ficar me policiando. A gente não faz por mal: alguém começa a contar uma história, você se lembra de algo, tem medo de esquecer ou de perder o momento certo de inserir o comentário no contexto, que não aguarda sua vez de falar. Pois é... mas deve aguardar. No Canadá, o momento certo de inserir qualquer comentário é no final. Mesmo que aí já não faça mais nenhum sentido. Console-se pensando que o que não faz sentido mesmo é interromper a fala de alguém.

Brasileiro vê bom motorista como babaca

Acabo de ler, no jornal, essa matéria, na verdade uma entrevista com um professor da PUC do Rio que escreveu um livro e foi o autor da frase acima.

Ora! Eu não podia concordar mais com ele!

Vocês podem pensar: "lá vem ela esnobar, agora que tá fora do país, querer diminuir nosso Brasil..." Pois enquanto pensarem isso, nós nunca conseguiremos melhorar nosso país!

Não importa se o exemplo vem do Canadá, da África ou da Cochinchina. O que importa é que temos, sim, muito a melhorar no nosso trânsito, e todo mundo sabe disso, mesmo sem nunca ter sequer viajado pra fora do país... Aliás, qualquer um que pare para pensar um pouco facilmente pode concluir que temos muito a melhorar no quesito respeito ao próximo. Somos crianças malcriadas que estamos precisando levar uns tapinhas da mãe e umas chineladas do pai, já que possibilidades mais racionais - como o diálogo e a propaganda educativa - têm impacto zero.

No Canadá, me sinto uma babaca se não espero o sinal ficar verde para mim na hora de atravessar a rua. Todo mundo olha com reprovação. Aqui, vai me dizer, se não vem carro nenhum, o sinal tá vermelho e a gente não atravessa, o que acontece? Somos babacas é de ficar esperando! Imagina: somos babacas por fazer a coisa certa, a coisa que se deve fazer.

Parece bem difícil mudar essa maneira de pensar, no trânsito e fora dele. Quem faz as coisas certas parece só se ferrar. No geral, quem viola a lei obtém vantagens que os que fazem certo não têm. É por isso que eu acho que falta punição: no momento em que começarmos a ver que quem viola a lei realmente está se ferrando, violar a lei não vai mais ser "bacana". É triste ter de seguir esse caminho... porque quem só é capaz de aprender por reforço e punição são os bichos. Mas quando se fala em respeito ao próximo, muita gente ainda se comporta como eles.

Nome Próprio




Tem outra coisa que eu queria dizer mas que não tem nada a ver com o Canadá (deveria fazer outro blog?). Depois de muito tempo tendo vontade, eu assisti ao filme da Clarah Averbuck (que ela faz questão de dizer que não é dela, blá, blá). Gente, que decepção. A Leandra Leal é sempre espetacular como atriz, mas ela aparecendo nua nos primeiros minutos me lembra aqueles filmes brasileiros apelativos dos anos setenta. E por mais que a Clarah diga que aquilo não é autobiográfico (e blá, blá), fiquei com a impressão de que ela era mais putinha que eu imaginava na época em que eu lia o blog Brazileira!Preta. Achei que não valeu o tempo perdido, ainda que tenha sido tempo perdido enquanto eu esperava o meu voo em Guarulhos. Os primeiros 45min foram uma tortura e o resto despertou uma certa curiosidade sobre o futuro da personagem - que, por sinal, não deu em nada.

Saúde!

Estou no Brasil, direto do forno para a geladeira, por mais que essa situação pareça invertida.


Queria contar que fui ao médico em Toronto dia desses, numa walk-in clinic. A experiência foi boa. Esperei duas horas, mas no Brasil também se espera, mesmo com Unimed. O médico era jovem e simpático. Conversou comigo, me explicou o que eu tinha, tirou minhas dúvidas... O medicamento, comprei na Shoppers. Agora sei que as farmácias cobram 10 dólares só pra "lidar" com o remédio. Eles colocam num potinho com etiqueta exatamente o número de comprimidos que a gente vai precisar. Fica parecendo farmácia de manipulação (tipo nessa foto de cima, que obviamente não é minha). Eles também imprimem a bula, ou o que me pareceu uma versão simplificada da bula, em uma fonte de tamanho perfeitamente aceitável para um ser humano médio ler. A receita fica retida. Se o medicamento for de uso contínuo, o médico dá uma prescrição de, digamos, um ano, e a gente pode retirar os remédios quando quiser dentro desse prazo. Se a gente quer ir em outra farmácia (em outra rede ou mesmo em outra cidade), eles transferem a prescrição. Ou seja, a gente ganha um arquivinho no sistema com nosso histórico médico.

Como também fiquei devendo sobre a Pride Parade, vou contar rapidinho que foi engraçada e animada. Tinha uns tiozinhos sem roupa, sem roupa mesmo, e uns policiais mostrando com orgulho a sua escolha sexual. Achei bacana, muito bacana.

God save the queen





E então eu vi a rainha da Inglaterra. De longe, sem direito a sorrisos para a câmera e depois de horas de pé ao lado da catedral St. James. Fiquei numa porta lateral onde jurei que ela apareceria, mas de perto só deu mesmo pra ver o Premier de Ontario, Dalton McGuinty (foto abaixo).



De qualquer maneira, adorei a experiência! Depois conto mais sobre a Pride Parade, já que hoje foi o dia das multidões no centro de Toronto...

O mundo aqui - e lá

Estamos mais ou menos na metade do ano e Toronto teve quantos homicídios? Cerca de 25.

No Brasil, minha cidade - que não é das mais violentas - teve quantos homicídios? Well, nos primeiros quatro dias do ano... já passava dos 40.

O mundo aqui

Quinta foi feriado, Canada Day. E foi, como têm sido os últimos dias, exatamente igual à charge acima: com bandeiras de todos os países por todos os cantos. Toronto é assim, um mundo num país, numa cidade, apesar de que nem sempre temos as chances de ver as bandeiras, como é o caso agora da Copa. Muitos carros têm ostentado duas bandeiras: Argentina e Espanha, Brasil e Portugal, Alemanha e Holanda... Uniões de famílias, de idiomas, de afinidades - como a nossa janela, que exibe uma bandeira do nosso estado e outra do lugar que atualmente nos abriga.

Na charge, publicada no jornal de ontem, chama a atenção que único país cujo nome foi escrito por extenso é o Brasil. Será que o chargista achava que íamos ganhar a Copa? Pois é, meu caro, eu também achava, mas não deu.

Agora é Uruguai. Só me falta mesmo comprar a bandeira.

Adopting a pet, playing soccer and following the news


Um dos planos que temos por aqui é adotar um gatinho. Talvez um cachorro, talvez um cachorro mais tarde, mas primariamente um gatinho. Tenho namorado alguns no petfinder e adorei este da foto. É uma gatinha, na verdade, e se chama Jessie. Eu queria mesmo era um cinza, tipo um que vimos em uma pet store dia desses e depois não encontramos mais.

Outras novidades incluem, claro, a Copa, e o G-20. Ontem fiz comentários animados para alguns brasileiros que vi por aí vestindo a camiseta da seleção. Todos responderam com entusiamo, mas pouco adiantou, pois empatamos com Portugal.


No centro da cidade, parte do metrô ficou fechada enquanto manifestantes incendiavam carros da polícia e destruíam lojas como o Starbucks... mais tarde, as pessoas gritavam "Whose street? Our street!", indignadas por não poderem andar pela Queen Street. Acho que as pessoas estavam curiosas e queriam tirar fotos. Os protestos ficaram um pouco perdidos - e, por sinal, eu acabei usando o metrô normalmente ontem e anteontem.

O terremoto teve uma pequena repercussão no dia seguinte, mas 30min após ele ter acontecido já tinha gente vendendo, na internet, camisetas que diziam "I survived the earthquake in Toronto". Foi meio forçado; não fez muito sucesso. Mas teve gente que disse que, em prédios mais altos, as coisas realmente balançaram e caíram. No meu caso, quem balançou fui eu - acompanhada, talvez, pela cadeira e pela mesa, que no entanto resistiram muito bem ao evento.

Terremotos

Deu terremoto hoje aqui! Nada muito forte - eu até pensei que fosse alguém fazendo reforma em outro andar -, mas cheguei a sentir. Meu marido estava na cozinha do local onde trabalha e nem percebeu nada.

Afora isso, é o G20 que tem sacudido a cidade. Boa parte do centro está interrompida, a CN Tower vai fechar, o metrô pára a cada suspeita (hoje foi encontrada uma mala sem dono e ficamos sem trens entre a Union Station e a St. George) e muita gente vai trabalhar em casa nos próximos dias. Eu estou fazendo um curso perto da Bathurst e nos dois dias que seguem vou abandonar o metrô e pegar é ônibus, já que a estação Bloor-Yonge constitui um bom alvo para protestos e atos terroristas (embora isso tudo me pareça meio exagerado).

Esmaltes que eu comprei aqui

Sexy Divide


Chocolate Truffle

Blackest Black


Silver Screen




Raven Red



Caught Red-Handed




Sheer Petal



Yellow Kitty (que estou usando hoje)

Mais coisas da Craig's list


Comprei esta maleta por $25 (cara, mas adorei!) e vou comprar a saia abaixo por $7. Outra hora mostro as mesinhas e a outra maletinha de note que pegamos for free.

Kijiji and Craig's list

A experiência de quem passa um tempo em Toronto não estará completa sem o uso dos sites Kijiji e Craig's list. Eles não existem somente em Toronto, mas são muito populares por aqui. Enjoou de uma roupa? Vende na Craig's list! Quer comprar uma jarra elétrica? Dá uma olhada na Craig's list!

Semana passada, meu marido estava a fim de abrir um iPod Touch só para ver como era por dentro. O que ele fez? Comprou um estragado, por 25 dólares, na Craig's list! De quebra, consertou o danado, e agora eu ganhei um iPod Touch, cuja função primordial aqui em casa, porém, é ser alvo de testes...

Ontem eu tive minha primeira experiência com a Craig's list. Encontrei uma pessoa, perto de onde moramos, doando umas mesinhas de canto. Fomos na casa dela buscar: duas mesinhas de canto e uma de centro/café. Devo dizer que elas não são lindas, mas estão em bom estado e quebram o galho. A experiência em si eu achei meio esquisita: "Oi, fulana, aqui sou eu, a das mesinhas..." E a fulana desce do prédio com as mesinhas, dá um alô, ouve o meu "thank you" e vai embora. O jogo é sempre assim, rápido.

Aqui vai um link para o que tem de graça por lá: http://toronto.en.craigslist.ca/tor/zip/

Island

Dia desses, fizemos algo que eu há tempo queria fazer: pegamos o ferry e fomos para a ilha. São três ferries: um vai para o centro da ilha, outro para a direita, outro para a esquerda.


A gente estava achando que ia ficar escolhendo, mas que nada. Pegamos o primeiro que chegou, depois de enfrentarmos a fila do fim de semana. Era para a parte central e eu me assustei com a quantidade de gente que cabe ali dentro. Acho que são umas 500 pessoas. Pensei que ia lotar a ilha, mas não lotou. O centro é mais cheio de gente, mas quando a gente começa a caminhar para outros lugares, consegue tranquilidade. Dá para levar comidinha e fazer piquenique (foi o que fizemos, usando as mesinhas com bancos que estão por lá). Dá para levar bike, alugar bike, alugar triciclo, alugar caiaque etc. Dessa vez, não alugamos nada porque achamos as bicicletas caras e porque queríamos explorar tudo a pé. Da próxima vez, quero alugar um pedalinho.


A vista da cidade é linda. Tem gente que mora por lá, meio isolado de tudo e tendo de aguentar os turistas. As praias também são legais. Em uma delas, usar roupa é uma questão de opção. Eu fui lá com as minhas roupitchas e não tirei foto por constrangimento. Os peladões jogando frescobol conviviam sem stress com gente vestida. Enfim, recomendo o passeio.

E as compras não param...

Tínhamos uma grana a resgatar pelos pontos adquiridos na Shoppers, e eram duzentas doletas. Ficamos uma hora e meia lá escolhendo o que comprar, porque eram duzentas doletas ou nada. Comprei cinco esmaltes, oh my. Também comprei - mas não na Shoppers - uma chapinha, coisa que sempre quis mas que sempre resisti a ter para não estragar muito meu cabelo. Já sei que vou querer usar cada vez que eu lavar, mas sei também que não vai poder ser assim... o modelo é esse aí de cima, da Conair.

Compras

Acabei comprando outra Lug. Mas comprei uma mini, porque a outra parecia gigantesca na hora de escolher, na loja. Agora meio que me arrependi um pouco, pois não cabe tanta coisa quanto eu esperava. Mas ela é bem charmosinha e tenho usado bastante.

Outros itens na lista: esmaltes Essie (tem um ou dois que me interessam), esmalte Particulière (Chanel), chapinha, cardigan de manga curta. Também comprei uns divisores de gaveta, uns cabides e caixas na Solutions - que estão me ajudando justamente na solução de problemas de falta de espaço e organização.

Tulipas na primavera


No fim de semana que passou, caminhamos novamente uns bons quilômetros. Sábado fomos na Brazil Direct e adorei ver até os salgadinhos da Piraquê por lá. Tinha leite condensado, bombons, paçoca... e eu comprei o quê? Bono de morango!! Os preços estavam ok, e da próxima vez a guaraná (diet!) não me escapa. Consegui ver um pouquinho da novela das 8 (9?). Ainda que ache essa novela um porre, assisti-la é um pouco como estar no Brasil.

Depois pegamos o metrô até a estação Kipling (a última do oeste), porque eu sempre tive curiosidade de conhecer Etobicoke. É cheio de condos, é um bom lugar pra quem tem carro, mas eu prefiro zonas mais centrais, com lojas e gente andando a pé. Adorei a Bloor em Runnymede!

A cidade agora está cheia de tulipas, então isso facilita na hora de gostar dos lugares, certo?

Lake Shore e Alice


Fomos ao Scotia Bank Theatre ver Alice em 3 dimensões. O cinema é bonito, mas a sala em si eu não achei grande coisa. Não era ruim, mas não era . Sobre o 3D, mesma coisa: bacana, diferente, mas não a ponto de eu agora querer ver todo e qualquer filme em 3D.

Depois de ver o filme, fomos caminhar na beira do lago. Caminhamos bastante: do Scotia Theatre na Richmond com a John, até a Lake Shore com a Jameson. Aí subimos até a King, pegamos a Dufferin até a Dundas e andamos até a Grace, onde pegamos um streetcar. Deu uns 11km no total. Ainda passamos na loja Brazil Direct (que não estava aberta) e vimos pela vitrine uns perfumes do Boticário e uma erva-mate decente. Precisamos voltar lá em outro momento e explorar mais.

Mas eu, que não conhecia muito da Lake Shore (só no centro, ou então lá pelos lados da Woodbine), me entusiasmei bastante. Já quero aprender a andar de roller agora! É muito lindo e muito bem cuidado: bom pra andar, correr, andar de bicicleta ou de patins. Parece beira de praia mesmo.

Do saldo do fim-de-semana sobraram uma pilha de roupa a ser passada e uma pilha de trabalho acumulado para um curso bem puxado que eu estou fazendo.

Títulos


Transferimos nossos títulos de eleitor para o Canadá. Só quero ver a fila que enfrentaremos na hora de votar, mas pelo menos só será a cada quatro anos. Eu sou muito contra a obrigatoriedade do voto e, em geral, se não gosto dos candidatos, eu voto nulo. Não dizem que nosso voto é tão importante? Se ele é tão importante assim, ora bolas, não o darei a alguém que não merece minha confiança.

Foi a primeira vez que eu fui ao Consulado Brasileiro em Toronto. São quatro guichês em uma sala pequena: um é para vistos, um para a emissão de passaportes, outro para outros documentos e o outro para a retirada de documentos. O clima é descontraído e não lembra em nada o terrorismo de um consulado americano, o que deve ser motivo de orgulho para nós. Havia cadeiras, jornais, fliers, e uma TV que exibia o Jornal Hoje. A fila estava grande, e em alguns momentos a atendente se estressava com a pessoa (por exemplo, quando uma menina perguntou se teria de voltar à fila depois de preencher o formulário). Vendo isso, fiz um eye contact com a mulher e dei um sorrisinho, o que funcionou para iniciar uma quase amizade. O serviço é meio lento. Recomendo paciência e bom-humor. Também recomendo que se levem canetas, pois só há uma no local. No nosso caso, tivemos de sair da fila para preencher um formulário que eu não sei por que cargas d'água não disponibilizam na internet. Pensei em solicitá-lo antes de chegarmos na vez, mas corria o risco de levar uma mijada e achei melhor seguir o protocolo.
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